quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

COISAS BOAS E MENOS BOAS

Nota, até gostava de debates, mas agora… Quem eram os partidos ou personalidades que exigiam, interminavelmente, a ida do antigo Presidente do Governo Regional da Madeira à ALRAM, debates, polémicas estéreis até para debate o buraco ou a adufa? Porque será que, em especial o BE, neste momento nada diz sobre a falta de vontade e tiques autoritários de quem se recusa a comparecer em debates ou ir à ALRAM? Esperança para a Madeira? Não. Justiça para as vítimas e familiares da tragédia do Monte e responsabilidades políticas, civis e criminais, se as houver! É o mínimo que se pode exigir.

Nota ecológica: Onde anda hoje a Quercus Madeira, que tão prontamente esteve ativa em quase todas tragédias da Madeira, mas que deixou passar em claro as quedas das árvores? Conveniente, este silêncio ensurdecedor e a demonstração clara que vive de interesses.

Nota algures em 2019: “eu é que vou para o governo”: O meio candidato, ex-independente, ex-árbitro, e futuro presidente da golpada a dizer que: “eu é que serei candidato a presidente do governo, pois o outro é arguido” diz que tem muita força e recusa debates, mas entende-se depois daquele debate na sua candidatura nas autárquicas, o melhor é estar caladinho, porque propostas para a Madeira é a seguinte: “quero é meter os meus amigos e filhotes no pessoal do governo.”

Nota, totós madeirenses: Sempre que há um continental a chegar à Madeira, acha sempre: vou enganar estes “totós” e coisas assim por diante, acabam sempre enganados. Por isso, estes tiques e truques do Goebbels da Trapalhança não é mais que um comportamento habitual, mas acabará por perder, é tudo uma questão de tempo até cair na realidade e perceber que não passa de um qualquer laico e moço de recados.

Nota turismo: O deputado turista que está de férias na Madeira até às eleições do PS será que já fez as malas de regresso a Lisboa? Olhe… Quero só lembrar, para não se esquecer, de apresentar a folha de rendimentos e interesses, (novas regras na AR) para não acontecer o que lhe aconteceu quando era vereador no Funchal. Aproveite e diga ao seu amigo de bancada, pois foi algo semelhante. Já agora, será que consegue comprar o Ferry e posteriormente o avião?

Nota congressista: As eleições diretas antes de qualquer congresso de partidos são uma anedota pegada, e há ainda militantes que ainda se cansam a escrever textos que são moções para arquivar numa gaveta qualquer, pen drive ou até numa papeleira, ou o vulgo caixote do lixo. A verdade é que os congressos dos partidos deviam ser antes das eleições, pois é um palco em que todos os militantes e portugueses têm oportunidade de assistir e ouvir as propostas, não só dos candidatos a presidentes e ou secretários gerais dos partidos bem como ouvir os seus apoiantes, que muitas vezes ainda são quem mais ordenam. Espero que no Congresso do PPD/PSD consiga-se aprovar esta proposta, já anteriormente apresentada, para acabar com esta aberração.

Nota atrasada: Muito se quer decidir sobre o destino de empresas privadas, mas nunca se fala quem é que privatizou as respetivas empresas com graves consequências para os portugueses, porque era esse o momento para reclamar e reivindicar. Até hoje.

sábado, 6 de janeiro de 2018

EU TAMBÉM QUERO SER UM PARTIDO!


O financiamento dos partidos, neste momento, deve colocar bolinha vermelha no cantinho direito. Ora, este financiamento dos partidos, desta forma, é obsceno para não dizer pornográfico, é um absurdo, é um escândalo se tivermos em conta que vivemos num país em que temos dos impostos mais altos do Mundo, diretos e indiretos.

Na penumbra da noite, a mesma penumbra em que o Pai Natal atravessa no Natal para entregar as prendas, os partidos para seu proveito próprio e juiz em causa própria, queriam dar uma prenda, mas não queriam que ninguém soubesse de nada. O problema foi que foi feito em momento que ninguém estava à espera que alguém ligasse às notícias, todos deviam estar entretidos com o Natal e agora, que maçada, vão ter que voltar atrás e ninguém esteve nisso, nem ninguém concorda com nada.
O argumento mais badalado para financiar os partidos é aquele: “mais vale haver financiamento dos partidos do que vivermos numa ditadura.” Algo inteiramente absurdo. E vou explicar a razão: ninguém quer viver em ditadura, simplesmente deverá haver angariação de fundos, como acontece na Suíça (ou nos EUA, em que os candidatos, normalmente, abdicam do fundo estatal), para as respetivas campanhas eleitorais. Agora irão dizer os puritanos ou serão pseudo-ingénuos a dizer: mas isso irá criar lobbies e poderá provocar corrupção. É certo, sim senhor, mas isso já não acontece? Veja-se onde vão ter ex-políticos, a que empresas vão ter? As mesmas que antes privatizaram, as mesmas que antes deram uma concessão qualquer. Tudo isto é falso, é pura demagogia.
O cidadão português, enquanto contribuinte, não deve financiar os partidos. Agora, eu enquanto militante, simpatizante ou o que quer que seja do partido A, B ou C posso doar algum do meu dinheiro. Por exemplo, nas eleições presidenciais, apesar de haver financiamento estatal, a grande parte é de financiamento privado ou de partidos políticos. Um presidente que se quer independente de tudo e todos, não haverá aqui qualquer questão lobista a ser levantada? Por exemplo: beneficiar determinado partido? Penso que na nossa história temos exemplos flagrantes disso.

Depois vamos à equidade entre partidos e candidaturas independentes para as autárquicas, já que as candidaturas independentes só recebem em condições muito específicas, ou seja, tudo feito para não receberem nada.

Sou contra que os partidos não paguem impostos e recebam qualquer financiamento estatal, sou favorável a que recebam em géneros. Por exemplo, utilizem meios públicos para fazer as suas campanhas, tais como a RTP (atenção: sou, cada vez, a favor da sua privatização). Sou contra que existam cartazes fora dos MUPIs, mas mesmo dentro dos MUPIs acho que não deviam existir. Não há um cartaz que faça um cidadão decidir em votar em A ou B só porque tem uns dentes bonitos ou tem uma frase que pode provocar uma “dança” qualquer. O tema do financiamento dos partidos deverá ter uma ampla discussão com todos.

A verdade é que se prevê que, até ao fim desta semana, o Presidente da República Portuguesa vete a lei, mas a mesma poderá novamente ser aprovada, e a verdade é que o PSD já irá ter uma nova liderança e ambos os candidatos já disseram que são contra, bem como agora o BE e o PCP já disseram que são contra, pelo menos em determinados aspetos, mas só porque foi publicitada.
Gostaria de pedir para 2018 que os partidos se entendessem numa reforma a sério da Segurança Social, da Constituição, lei eleitoral e outras questões fundamentais para o Povo Português, mas não, eles unem-se para servir-se dos contribuintes.

A mensagem do Presidente da República disse e bem, na declaração ao país de Ano Novo: “tem de ser o ano da reinvenção da confiança dos portugueses na sua segurança” e “é ter a certeza de que, nos momentos críticos, as missões essenciais do Estado não falham nem se isentam de responsabilidades.” É por isso mesmo que os partidos que estão na Assembleia da República têm que ter maior responsabilidade nas suas decisões em prol dos cidadãos e não em prol dos deles próprios e grupos parlamentares.

Se tudo continuar neste rumo de coisas, já não quero ser uma raríssima, mas antes um partido qualquer com 5% de votos para receber aquela subvenção toda e possuir todas aquelas isenções de impostos.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

#Não Adoto Este Silêncio


O que nos reserva 2018? Esta é sempre uma pergunta que todos fazemos no fim de cada ano, alguns de passas na mão a formular desejos. Já outros reveem o que fizerem no ano que acaba, que aprendizagem retiram daí e o que poderão melhorar no novo ano.

A verdade é que, em 2017, Portugal foi fustigado por incêndios, incêndios que fizeram várias dezenas de mortos, cá na nossa terra caiu uma árvore que vitimou outras dezenas de pessoas e até ao momento não há responsabilidades, políticas, civis ou o quer que seja. No desporto, foi denunciado um grande caso de alegada corrupção e até ao momento todos procuram esconder e até falam de outra coisa menor, sem qualquer interesse, mas que será a ponta do novelo.

Finalmente e infelizmente, alguns descobriram que existem IPSS que servem para promover e sustentar certos vícios. E agora, também no final deste ano, a TVI descobriu de adoções, alegadamente, ilegais. E agora?

Parece que foram coisas só más que se descobriu neste país? É claro que não, houve quem conseguisse coisas fantásticas, tais como os partidos que na penumbra da noite, ou no lusco-fusco acharam por bem isentar-se, a eles próprios, de pagar qualquer tipo de impostos. Sem dúvida, uma grande inovação. Ser juiz em causa própria.

Em termos de inovação e empreendedorismo Portugal, neste caso Lisboa, teve novamente o Websummit.

2018 o que poderá trazer? Não sei, mas espero todos os dias sejam uma nova esperança. Mas centremo-nos no caso das adoções da IURD, alegadamente, ilegais. A TVI lançou uma campanha inovadora #NãoAdotoEsteSilêncio em virtude da ausência de respostas por parte das autoridades. Ao fazê-lo, a TVI deseja que este assunto não morra, que todos falem e se comovam perante a gravidade dos factos. Contudo, continuamos um Povo de brandos costumes, em que nada é exigido e tudo só pode ser uma dádiva de Deus ou de algum seu semelhante, e quando nos tiram só pode ser por algum castigo.

Chega e basta, chega de corrupção, basta de silêncio, basta destes raríssimos silêncios que nos gritam à consciência, é preciso quebrar o silêncio!!! #NãoAdotoEsteSilêncio para nada, contem comigo, seja em 2018, seja 2019 e em todos os anos.

Publicado na Revista Madeira Digital

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Ano novo e que tal se desta vez, fosse uma vida melhorzinha?


Todos os fins de anos, faço um balanço e, consequentemente, crio objetivos pessoais. O principal é sempre ganhar o Euromilhões ou então ser presidente de uma associação tipo Raríssimas. Como ainda nunca consegui, tenho que começar a planear coisas mais realizáveis. Vou começar a definir as minhas expetativas e desejos para 2018, por cada área.

Internacional:
Que exista Paz no Mundo, como diria qualquer candidata a Miss Universo.
Mas, como é óbvio, o desejo de que todos aqueles que tiveram que abandonar os seus países, seja qual for o motivo, tenham oportunidade de regressar à sua terra e construir um futuro melhor e tenham oportunidade para ter esse futuro. Isto aplica-se aos nossos emigrantes, aos refugiados e todos aqueles que, por qualquer razão, tiveram que sair do país.

Nacional:
Que se consiga recuperar o património natural que se perdeu este ano. Que volte existir continuidade territorial, que se descentralize o país, que o país seja mais um país de regiões em vez de um país de Lisboa.

Regional:
Acho que todos os madeirenses desejam o mesmo: viagens aéreas com outros moldes de continuidade territorial; que exista um ferry de ligação ao continente europeu para que se possa transportar, não só veículos; mas consequentemente que faça baixar os preços dos produtos vendidos por um preço mais equilibrado e semelhante aos que se vende no continente.
Que se acabe os precários, que a economia cresça para que consiga criar mais emprego, seja por investimento dos contribuintes (Estado) seja pelo investimento de alguns contribuintes (privados).
Que se prepare uma baixa de impostos para 2019 e em 2018 consiga-se renegociar os juros da dívida.

Pessoal:
Essencialmente saúde para a minha família, amigos e todos aqueles que, de alguma forma, fazem parte da minha vida, mas também para aqueles que perdem 10 minutos, de 15 em 15 dias, para ler os meus devaneios. Já agora um bocadinho de sorte, como diria um amigo meu!

Para o JM-Madeira:
Que seja o primeiro ano de uma nova etapa da sua vida cheio de sucessos e continue a crescer, como tem vindo a crescer.

Ah… E já agora que o F.C. Porto seja campeão nacional, ganhe a taça de Portugal e, como ainda posso sonhar, que ganhe a Liga dos Campeões.

Publicado no JM-Madeira 01-01-2018

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

MAIS PALHAÇOS, MENOS MALABARISTAS!


Em semana de festa, tive o privilégio de ir ao Circo, confesso que já não recordo da última vez que fui o circo. Para verem há quanto tempo não ia a um circo, acredito que a última vez fui ao Campo Almirante Reis. Ah que tempos…

É verdade que sempre me fascinou a vida circense, acho que qualquer um já imaginou o que seria viver pelos países, por terras e terriolas com feras. É verdade que este ano fui por um grande motivo: o meu filho.

Também é verdade que fui ao circo Dallas. E foi fantástico, eu estava tão entusiasmado como o meu filhote.

Ver as trapezistas e o candelabro (tenho dificuldades nos nomes técnicos, reconheço) a subir e descer de modos que uma pessoa fica a pensar: vão ficar ali no chão sem mexer nada, quando, à última oportunidade, conseguem agarrar-se e salvar-se da queda iminente.

Apreciar as pernas – seguras - da senhora no antipodismo a levantar uma data de coisas… Os equilibristas de pratos, cujo grande desafio é mandar os pratos pelo ar, confesso que apetece muitas vezes fazer isso, em especial quando estão no lava-loiça.

O ilusionista que fez com cada truque, em especial o do desaparecimento da partner e o aparecimento do Tigre, é algo que ainda estou a pensar como aconteceu.

Os cães a fazer malabarismo, os cães a jogar à bola. Sem dúvida que reviver o circo com o meu filho foi um dos grandes momentos deste ano. O atirador que usava as bestas, fez-nos suster a respiração, em especial quando uma amiga é convidada a segurar num balão. Algo tão fascinante e de tanta emoção e perigosidade!

Ah!, é verdade… Os palhaços… Este é sem dúvida um dos números que qualquer criança desperta e fascina-se, como é óbvio acordei a criança interior em mim, ri com quedas e com as travessuras de cada um deles.

Mas um dos momentos marcantes é ver a espécie de camarim, moldura de espelho (sem espelho) com luzes, em palco em que um dos palhaços sai da personagem e torna-se num de nós, esta é sem dúvida uma imagem que poucas pessoas reparam, mas nós, muitas vezes, colocamos uma máscara, pintamos a cara ou escondemos a mesma para vestir uma personagem que nada tem a ver connosco, mas queremos que os outros acreditem que somos aquilo.

Um circo é, de facto, o “maior espetáculo do mundo”, e personifica cada pessoa da nossa sociedade, na verdade, e em especial na nossa política, precisamos de mais palhaços, pessoas genuínas que têm um objetivo para com os outros, e menos malabaristas! Com este artigo, quero convidar-vos a visitar o circo, seja ele qual for, a estar com a vossa família, a viver com as nossas, as vossas tradições, mas, acima de tudo, a transportarem este espírito de Natal para o resto do ano e para 2018. Desejo a todos um Feliz e Santo Natal.

Publicado no Siga Freitas - JM-Madeira

sábado, 9 de dezembro de 2017

PROCURO AMIGOS PARA RELAÇÃO SÉRIA!


Ao entrar nesta quadra natalícia, venho dizer que estou muito descontente com os meus amigos, pois não tenho amigos a sério, por isso estou à procura deles.

O que é que eu quero dizer com isto? O Eng. Santos Silva emprestou não sei quanto dinheiro (alegadamente foram “só” 24,2 milhões) ao amigo Eng. Sócrates e ainda uma casa em Paris e este teve a possibilidade escolher a cor do chão. Tudo coisas perfeitamente naturais entre amigos, logo os meus amigos estão em falta. Eu sei que nunca pedi emprestado nada, mas não custa nada disponibilizarem algo de semelhante.

Mas, falando em amigos, falemos de outro amigo do amigo. Isto é, Lacerda Machado, um amigo de António Costa, esse mesmo, o Primeiro. O Costa arranjou-lhe um emprego na TAP, que, de acordo com a Sábado (12.04.2016), é um fanático por aviões, dedicando-se a jogos de simulação de voo. Mas vejamos os trabalhinhos ou empreguinhos, ou serão tachinhos que Costa já conseguiu arranjar para o amigo Machado, desde diretor jurídico do Grupo Parque Expo’98 quando Costa era responsável pela pasta; depois, no segundo governo de Guterres, foi secretário de estado. Além das relações que teve com Macau, assim algo estranhas ou com empresas da mesma região. Aconselho a lerem esse artigo da Sábado muito elucidativo.

Mas que tem de especial este senhor Lacerda Machado? Até há poucos dias nada teria a dizer sobre este senhor, além de ter um bom amigo que é António Costa. Como diria a publicidade do Licor Beirão com o Paulo Futre: “Um Governo com 19+1: 19 amigos e mais um para trabalhar!” é isso que eu farei, se algum dia for primeiro ministro. (Guardem este artigo para futura memória e para ver se eu cumpro esta minha primeira promessa eleitoral).

Este senhor Lacerda esquece-se de que, quando estava na outra empresa que foi excluída de ganhar a privatização da TAP, aí sim, se a TAP fosse privada podia e devia fazer os preços que bem entendessem. Mas agora, que ele entrou pela porta do cavalo, não há outro nome que se diga e a empresa é 51% pública, isto é, a sua maioria é de todos os portugueses, incluído os madeirenses, caso ele não tenha percebido. Se tivéssemos um Governo decente, a primeira coisa que faria era retirar o amigo desse lugar de administrador.

A necessidade de os madeirenses residentes no continente virem à Madeira, olha essa: “Que maçada, essa gente querer ir à Madeira no Natal e no Verão. Ópa… Esses madeirenses são chatos.”

Mas “Os madeirenses, todos os anos pelo Natal, pelo Ano Novo e aí pelo mês de Junho têm uma espécie de entretenimento ideal que é queixar-se da TAP”. Espero que o senhor Lacerda nunca tenha que pagar mais de 500 euros para ir a casa, mas deverá ter o vencimento de um ordenado mínimo.

Já agora, o PS-Madeira pediu um pedido de desculpas e o que se teve até agora? Ah… Deixa-me ver… Nada, além do reforço da mesma ideia. Já agora… Que disse o presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz, já que está mandatado por Lisboa, sobre o assunto? Finalmente, tenho mais duas questões:

O Bernardo Trindade, na mesma qualidade de administrador não executivo da companhia aérea, que diz deste absurdo das viagens aéreas? E finalmente, o militante do PSD, Miguel Frasquilho, presidente da administração da TAP que terá a dizer?

Para finalizar, e agora mais a sério: é preciso ter cuidado com a revisão do subsídio, não se pode sustentar sozinhos, nós madeirenses, as companhias aéreas, não se pode voltar ao antes da liberalização, temos que entrar num novo rumo. Ao rumo das viagens a um preço justo. Quanto ao Lacerda, apetece dizer: Oh homem vai berda pista!

Artigo publicado na Crónica Siga Freitas - JM-Madeira

sábado, 2 de dezembro de 2017

A cunha virou contacto ou nem tanto assim?


Arranjar emprego ou trabalho, tanto faz, era importante ter um currículo bonitinho, depois veio aquele currículo, que quase todos nós já fizemos, pelo menos, uma vez na vida, que é o Europass. Um currículo sem graça, sem qualquer demonstração pessoal em texto daquilo que se sabe ou se faz.

Contudo, de acordo com a jornalista Rosa Ruela, jornalista da Visão no artigo “Se ainda acredita que vale a pena enviar currículo leia isto” os currículos estão fora de moda. É algo que já havia percebido. Em tempos, fartei-me de enviar currículos – ou “curricula” na versão clássica - e de todos os currículos que enviei só um resultou em entrevista. O que parece ser uma taxa relativamente baixa para a quantidade de artigos que enviei. Em tempos, li uma história superinteressante de um designer que, para conseguir a entrevista, como essa empresa recebia milhares de currículos, colocou o seu dentro da caixa de donuts e ofereceu ao diretor de recursos humanos. É claro que existe sempre estratégias criativas, conquanto muitas são inócuas ou resultam em nada.

Então o que sugere o artigo da Visão? Com base em estudos da Université de Lausanne, na Suíça, e Linkedin sugerem que se deve dedicar a maior parte do tempo à procurar contactos e a conseguir contactos e não perder tempo a enviar currículos.

Esses estudos sugerem que se deve abordar as pessoas nas várias plataformas até estabelecer contactos. De certeza que, assim, irão conseguir mais contactos e até poderão conseguir que o vosso currículo chegue à pessoa certa e consigam o emprego que tanto procuravam. É claro que muitas pessoas associam estes contactos, às “antigas” cunhas, mas, na verdade, conhecer as pessoas e conseguir atingir o objetivo daquele emprego é fundamental. Para os empreendedores e ou empresários, a maior parte dos seus negócios e parceiros são encontrados por acaso, mas esse acaso é criado para acontecer - porque podem conhecer-se em feira, em Web Summit ou congressos. Os contactos são fundamentais para conseguir conquistar-se o que se deseja. Na verdade, os contactos constituem aquilo a que os sociólogos chamam o capital social de um indivíduo.

Aposte! Aposte em conhecer pessoas e aqueles que rodeiam, o seu podem estar aí!

Publicado na Revista Madeira Digital